quinta-feira, 26 de março de 2009

Se eu morrer…!



Venho conversando ultimamente com colegas de ministério e amigos sobre a cremação de cadáveres!
As opiniões são diversas, mas, quase todas elas salvaguardando: “é minha opinião”, meu ponto de vista ou meu desejo.
A cremação vem tomando alguma regularidade, até entre cristãos e bem dito, os evangélicos!
Não pretendo com estas notas muito pessoais abrir nenhuma discussão ou fazer qualquer tipo de apologia. De qualquer índole mesmo!
Quis simplesmente lavrar este documento para constar até que Cristo venha!
Percebo que a Bíblia não contém nenhum ensino específico sobre o assunto. Não há versículo a dizer que se podem cremar ou não os cadáveres.
Creio firmemente na ressurreição dos mortos e percebo que no Velho e Novo Testamentos o assunto central do cristianismo é por demais claro. Em Dn. 12:2 lemos: “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno”. Em Ap. 20:13 a Palavra regista: “E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras”.
Para Deus não se põe o problema de ressuscitar os mortos, estejam eles onde estiverem e como estiverem!
O Senhor Jesus não foi cremado. Os cristãos primitivos não procederam à cremação, mas, sepultaram os mortos como ainda hoje se faz no nosso país, na maioria dos casos.
Deixo aos egípcios a sua arte antiga de conservação dos corpos (múmias). Respeito os povos que ainda hoje destroem os seus cadáveres por um processo rápido.
Eu quero ser sepultado, “se eu morrer!”, como foi nosso papá e, sobretudo, como foi o Senhor Jesus Cristo, o meu SALVADOR! Tenho escrito!

- Pr. Adérito Silves Ferreira -

P.S.- inspirado numa entrevista lida há dias

Mocidade Honrada



Ontem, hoje e amanhã o papel desempenhado pelos jovens será sempre exaltado, apesar de vozes discordantes deste ou daquele lado, defendendo esta ou aquela via.
O apóstolo Paulo escrevendo ao jovem Timóteo, pediu-lhe encarecidamente entre outras coisas. “ Ninguém despreze a tua mocidade”, querendo certamente dizer, levanta os valores da responsabilidade, cooperação, amor ao próximo e sobretudo, temor ao Deus de Lóide e Eunice.
É verdade que muitos de nós ficamos sem referências cristãs na nossa genealogia. Porém, Cristo com Sua morte e ressurreição nos “trouxe de longe”, fazendo-nos “ovelhas do Seu pasto”, com direitos no Reino.
Hoje, mais do que ontem, há lutadores ferozes para destruírem valores que dignificam a vida na terra e garantem a eternidade com o Senhor Jesus Cristo, no lugar que nos foi preparar.
Tornou-se antiquado falar de pureza, oração, jejum, prática fiel do dízimo, identificar-se como jovem crente e responder à chamada divina.
O mundo dos automatismos prefere outras coisas como, “gozar, possuir, troçar, estragar, enfim aproveitar porque amanhã poderá ser tarde demais… daí, o”se eu soubesse”, ou “ se o tempo voltasse atrás.”
É para tempos de agora que o Senhor Jesus chama e comissiona jovens valorosos, conscientes dos reais valores, isto é, aqueles que não sofrem acções da “traça ou ferrugem”, para semearem a verdade, viverem a santidade e proclamarem o ano aceitável.
Nesta cidade, Deus separou muitos para Sua obra, ciente que valores escondidos, quiçá enterrados na areia, serão achados, e a Mocidade desprezada será finalmente Honrada!
Que bênção, meu irmão JOVEM, pertencer a esta Mocidade Honrada, capaz de descobrir na Palavra valores que garantem a salvação e confirmam que por Jesus ainda há Esperança. Amem.

- Pr. Adérito Silves Ferreira –

Tempo de Loucura




A jovem mulher, visivelmente ansiosa, disse conhecer o companheiro ia para dez anos. Compartilhava com ele o mesmo tecto em períodos alternados com outros que cedia, sem grandes conflitos, a uma rapariga da sua idade.
O homem sempre fora ajuizado, trabalhador e com muita noção de responsabilidade mas tinha perdido o tino e, não lhe era fácil, por mais que tentasse, entender tão manifesta loucura.
A recusa de alimentos e água, o sono difícil e depois perdido, a conversa espremida e que nem sempre dava para entender, o desleixo pela roupa, banho e consigo mesmo só podiam ser sinais inquietantes da loucura que se anunciava.
Um mestre tinha sido consultado uma noite e fora categórico; o mal já estava feito mas a cura poderia estar assegurada em sete dias. O trabalho poderia ser feito ainda antes do nascer do sol se a família consentisse desembolsar a metade das dezenas de contos necessários. Ficando os restantes para quando o homem recuperasse o juízo.
Hora e meia depois, o trato estava feito e o curandeiro procedeu a umas rezas que ela nunca pôde perceber, colocou um pequeno amuleto em tiracolo, de ombro direito à ilharga esquerda do homem, entretanto despido da cintura para cima, e prescreveu três goles diários e em jejum de um líquido turvo de natureza desconhecida.
Apesar de a cura não se ter confirmado no tempo aprazado, uma melhoria ter-se-ia esboçado. Foram mais sete dias de absoluto silêncio e quase total imobilidade!
Mas, depois vieram as vozes estranhas que ninguém ouvia e que ele disse escutar a toda a hora. Tanto quanto isso lhe era permitido ficava isolado e dava impressão que segredava palavras a algum ser imaginário.
Sempre mergulhado naquele estado, dissera sentir-se culpado e atormentado pelos estragos cometidos no seu trabalho. Era empregado numa instituição modesta mas respeitável pelos seus objectivos e feitos, e nunca se soube ao certo se algo de errado ali tivesse acontecido. Desde então, vivia repetindo que “pelos erros devia pagar, morrer, para poder alcançar o reino dos céus”.
Voltei-me para ele. Trazia no rosto, sobretudo nos olhos, toda dor, tristeza e sofrimento deste mundo e, vez ou outra, gemia na maior passividade.
No meio de um gemido que me pareceu não acabar no tempo, creio ter ouvido que havia a outra metade a ser saldada. Porém, continuo sem saber quem teria dito isso. Tempo de loucura!

- Dr. Daniel Silves Ferreira –
Psiquiatra

segunda-feira, 16 de março de 2009

De irmão para Irmãos


Quando estava nos últimos anos do liceu, juntamente com alguns condiscípulos e amigos, tinhamos um grupo cujo objectivo era ler o maior número de livros ou artigos possível e nas horas de lazer, compartilhar as “novidades” do livro ou do artigo lido. No princípio, aquilo era uma brincadeira de alunos que estavam se preparando para a universidade. Mas com o tempo, começou a crescer em todos nós uma paixão sem medida por saber mais coisas, que decidimos que seria melhor se cada um procurasse um assunto da sua preferência, e desta forma abrangiríamos vários temas. Entre nós, havia um colega que nos contava tudo àcerca do futebol, desde a táctica usada por vários treinadores, até a data de nascimento dos jogadores. Por causa dele, até hoje tenho memorizado a idade de alguns jogadores que jogaram no Benfica na década de oitenta. Um outro, “dominava” a política, de modo que vasculhava livros que falavam até da luta de classes na idade média para compartilhar conosco. Os “golpes de Estado”, coisa vulgar em Àfrica nos anos oitenta, chegavam aos nossos ouvidos quase antes de acontecer.
A minha “área” era a biografia de gente famosa. Podia naquela altura recitar, sem muito esforço, a vida da maioria das personalidades do panorama mundial. Tinha comigo jornais que circularam em Portugal ainda antes da monarquia.
Reconheço que aprendemos muito uns com os outros e vos confesso que guardo gratas recordações daquele tempo.

Há dias, encontrei-me, por acaso, com um daqueles colegas e, a brincar ele me disse: “ Delfs, já não te lembras nada do El Duque.” Voltei para ele e disse-lhe:
O nome dele é Duque Ellington. Nasceu nos arredores de Washington, descendente de uma família negra. Desde muito novo demonstrou uma certa elegância e fino trato. Vestia-se bem, falava com desenvoltura e comportava-se de modo educado. A tonalidade da sua voz, seu carácter, seu sorriso sempre suave, fazia dele um garoto distinguido pelos demais. Com catorze anos começou a trabalhar num lugar onde se vendia refrescos e caramelos. O uniforme da firma levava muitos botões e ele ficava tão orgulhoso e elegante com o traje, que começaram a chamá-lo “EL Duque”, nome que o acompanhou até a morte.

Continuei: Foi um célebre músico de jazz, de um estilo elegantíssimo, executado pela orquestra que ele mesmo dirigia sentado ao piano, o que fez dele uma das personalidades musicais mais influentes do século vinte. Ele compôs mais de novecentas obras de qualidade, foi condecorado com altas distinções governamentais e um dos seus maiores êxitos, obteve-o com a canção intitulada “Caravana” que é escutada por todo o mundo.
Aqui parei, e disse ao meu amigo: estás satisfeito? Antes dele me responder disse-lhe : Agora ouve só mais isto:
Antes de El Duque morrer, no dia vinte e quatro de Maio de 1974, com setenta e cinco anos, ele resumiu a sua brilhante carreira de êxitos, nesta frase que se tornou célebre: “Deus tem sido muito bom para comigo.”

Cada dia enfrentamos várias situações; umas trazem tristeza, outras trazem sucesso algumas trazem alegrias e isto se prolonga até o dia quando Deus nos chamar. É certo que nem todos podemos gozar de uma carreira brilhante como a de El Duque. Contudo, todos nós podemos ter o mesmo testemunho dele. Realmente Deus quer que tenhamos paz, fé, esperança e serenidade de espírito. Cristo, Deus feito homem, deseja entrar em sua vida e convertê-la daqui em diante em uma benção para os demais.
Esta foi a conversa que eu tive com o meu amigo. Mas não a terminei, sem perguntá-lo o que é que ele podia dizer de Deus naquele momento. Infelizmente, ele não me respondeu.

Com gratidão no coração, vos digo, meus queridos irmãos, que Deus tem sido muito bom para comigo. Meu desejo e oração, é que todos vós possais dizer a mesma coisa.

Delfino Andrade Silves Ferreira

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Sabatina sem Palmatória


Talvez seja coisa de quem se aproxima dos 50, nos próximos dois anos, mas, a verdade é que nesses últimos dias me “persegue” a lembrança de certos objectos que faziam parte das escolas primárias, dos meus dias, no século passado! Refiro-me concretamente à palmatória, vara de marmeleiro, orelha de burro, gravilhas ou sal sobre o estrado...

Decidí homenagear a palmatória! Objecto de madeira simples, com cabo de 30 cms e numa das pontas um circulo de alguma espessura e alguns buracos pequenos e estrategicamente colocados na horizontal! Quem dos meus dias não se lembra dessa “amiga”?!

Quase sempre ela se tornava activa no momento das Sabatinas, quer fossem à tabuada, leitura, geografia, ou pesagem e medição! Até conseguimos técnica de parti-la usando uma combinação de elementos, sem prova laboratorial!

A pedagogia moderna recomendou o afastamento sine die de tal ferramenta, com argumentos fortes, com os quais estou de acordo e estamos conversados!

De todo modo e ainda assim, fico firme em reconhecer o papel que pelo menos na minha vida tiveram esses objectos, os quais se tiver boa disposição e humor nos próximos tempos homenagearei!

Hoje, por qualquer dá cá uma palha, discussões acerca da competência deste ou daquele, nesta ou naquela área vem ao de cima! Até insultos e difamações infundadas são proferidas, separando velhos conhecidos e pessoas respeitadas!

Então, defendo o regresso das Sabatinas, com direito a certificado, diploma, e equivalências, mas, por enquanto sem a palmatória! Talvez, ânimos fossem serenados, cada um tomasse o seu lugar e maior fosse a produtividade!

À palmatória, o meu agradecimento pelo trabalho realizado nas minhas mãos e que ainda hoje produzem efeitos! Aos seus sábios utilizadores, mestres ou colegas reconheço pronta ajuda!

- Adérito Silves Ferreira -

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008


Ele é o nosso Emanuel



Logo depois do 5 de Outubro em que celebramos o centenário, o Natal 2008 tomou dianteira nas nossas prioridades enquanto Igreja.

Nos cultos, nas pregações, desafios com os jovens, escola dominical e juniores, e assim nas novas igrejas de Lém-Ferreira, Achada Grande Trás, Achada Mato, S. Martinho Pequeno e Achada de S. Filipe, o espírito de Natal é sentido e compartilhado.

Tivemos dias de excesso de trabalhos e momentos difíceis de ministrar, que só a graça de Deus e SEU grande amor tornaram possível ultrapassar.

Dou graças a Deus porque no momento em que escrevo estas linhas reconheço ser Ele o nosso Emanuel, que nos assistiu na celebração do Natal dos pequeninos, na véspera (24) com “ Ele é a Luz do Mundo”, na distribuição de dezenas de cabazes, na confraternização com os reclusos da cadeia central ou na comunidade terapêutica de granja em S. Filipe. Mas, ainda há mais! Ver dezenas de cartões e mensagens alusivas à Quadra de muitas paragens, avançarmos rapidamente para uma oferta histórica a favor do evangelismo nacional ou a árvore de Natal apinhada de prendas…

Devo uma palavra a todos os familiares, colegas de ministério, amigos, irmãos no estrangeiro, governantes e o simples cidadão que faz questão do “bom dia senhor pastor”, cada manhã que chego ao escritório.

Natal nas visitas pastorais e encontros com estudantes em férias, no novo visual da igreja e na cidade com sua azáfama interessante.

Espero ansiosamente o culto de vigília, com a ceia, queima de votos, o abraço com votos de Feliz Ano Novo e a festa social em preparação.

Quero a todos desejar uma Quadra repleta de alegrias e um ano 2009 cheio de realizações para Sua Honra e Glória.

- Pastor Adérito Silves Ferreira –

A HORA DE DEUS


Certa vez perguntou Napoleão a um oficial às ordens: “Que horas são?”
O homem respondeu-lhe: “Às que Vossa Majestade ordenar”.
Mais tarde, Napoleão e todos os que o bajulavam aprenderam que as conquistas e vitórias do homem de mais êxito são relativas. Há terrenos sagrados onde pára a nossa influência. Não podemos alterar as horas do relógio da eternidade. Elas pertencem a Deus – e só a Ele.
O regresso de Cristo à terra é uma realidade inevitável do relógio de Deus.
Para muitos será um acontecimento festivo, esperado com impaciência. Eles anseiam ver a Cristo.
Para alguns, a passagem pela Terra tem sido mais fácil e agradável. Gozaram o benefício do nascimento em certas famílias e latitudes; desfrutam de boa saúde; têm amigos; possuem conforto. Como dizemos, “a vida lhes corre bem”.
Mas há um outro grupo para quem o sol não brilha tanto. Fechados em prisões, confinados a leitos ou asilos, esquecidos e sub-alimentados, criticados, perseguidos – sonham com um dia e um mundo melhores. Se estas pessoas são crentes, terão murmurado tantas vezes a oração do Apocalipse: “Ora vem, Senhor Jesus”. Para os que negam a Sua vinda, ela será também realidade. A Escritura diz que o regresso de Jesus produzirá a maior confusão de toda história, uma hora de surpresa e remorso. Aterrorizados, homens quererão fugir da realidade pelas portas da morte; mas esta que tem sido tão voraz, fugirá de todos.
Para os que crêem nessa vinda, ela será gloriosa, o fim da tribulação da criatura humana.
Falamos por vezes do fato como se estivesse tão recuados no tempo que em nada nos interessasse, pois só dirá respeito a gerações futuras. Pois, aqui está a surpresa. A hora de Deus é secreta e pode estar mais perto do que pensamos.
As Escrituras falam de sinais dos tempos: guerras, pestes, fomes, apostasia, conflitos nos ares, terremotos.
O falso alarme de alguns tem trazido um certo descrédito ao aviso. Mas excentricidades dos marcadores de datas não devem impedir a nossa vigilância aturada. Cristo vem.

- Dr. Jorge de Barros –

Natal



Chegou mais um Natal. Movimento pelas ruas, compras, prendas para amigos e queridos, projetos de uma ceia melhorada... Cartões de boas-festas cruzando os ares e os oceanos, mensageiros da nossa lembrança a amigos distantes...
Para muitos, isto é tudo, é o Natal. Em se apagando as velas ou as luzes multicores das ruas enfeitadas – tudo cai na penumbra do costume. E o tédio vai, de novo, dominar os corações, apagando a última réstia do esplendor fugaz das festas que já fazem parte de um passado...
Mas “levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz”, pois “o povo que andava em trevas viu uma grande luz!”.
Para o crente, cada Natal é um atiçar a chama da Luz que, um dia, brilhou em seu coração. Essa Luz é Jesus, que resplandeceu há vinte séculos sob a forma de uma brilhante estrela e guiou sábios à verdadeira Fonte de Sabedoria.
Para o crente, cada Natal é, ainda, uma oportunidade esplêndida de empunhar o facho da “grande luz” para levar as “Novas de grande alegria para todo o povo”.
A mensagem que, séculos atrás, os anjos proclamaram sobre as Campinas de Belém, será a sua mensagem ao povo que “anda em trevas”- seja ele um amigo, um superior, um colega, o vizinho ou o familiar mais chegado: “... vos nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor!”.
E que farei para pagar...?
Oh! Jamais poderia pagar tal Dádiva de Amor divino!
Então, que farei para demonstrar toda a minha profunda e eterna gratidão pelo amor de Deus por mim? Darei sobejos, restos de que já não preciso? Jesus terá o último lugar na minha lista de prendas?
Deus deu o Seu Filho Unigênito – por amor, a mim e a ti.
Jesus deixou a Sua Glória e deu-Se na Pessoa de um Bebê – para a minha e a tua salvação.
Dá, pois, uma oferta sacrifical a Jesus, no Seu Natal.
Dá mais do que julgas poder ou projetavas dar.
Não dês apenas com a mente e as mãos – mas com todo o coração.
Não contes o número de notas ou moedas que podes dispensar – mas o montante do amor que queres ofertar ao teu Salvador e Senhor!
E haverá alegria no céu porque voltou a achar-se Amor neste Natal. Virá do teu coração, quando deres a tua contribuição para a Salvação de almas, através da tua oferta de Natal.

- Maria Manuela Barros -

O que Significa o Natal


O Natal tem uma variedade de significados conforme as adaptações que tem sofrido. Para o mundo de negócios, é um incremento financeiro. Para muitos vendedores e empregados comerciais, é uma experiência exaustiva e sem graça. Para os da alta roda, é uma espetacular reunião social. Para muitos outros, um tempo de férias e festas. Aeroportos movimentados, auto-estradas congestionadas, lojas apinhadas e pessoas exaustas tornaram-se os símbolos do Natal.
Para o cristão, contudo, o Natal é a comemoração do nascimento do nosso Salvador – rico em herança e tradição, em louvor e adoração. São os cânticos natalícios, as representações, a música, os serviços tradicionais da igreja. São saudações coloridas mandadas e recebidas de longe. É a reunião dos queridos, a troca de prendas e a exuberância das crianças à volta da árvore de Natal. Mas, além de tudo, o Natal é adoração e louvor a Deus pela Sua maior dádiva ao nosso mundo – Cristo.
O Natal nos recorda que somos amados. João 3:16 declara que: “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito”. A quadra do Natal, com o seu entusiasmo e amizade e as estreitas relações familiares, traz-nos a bela mensagem de que não estamos sós e esquecidos. Saudações calorosas relembram-nos velhas e duradouras amizades ou são simples símbolos que nos lembram um amor maior e o cuidado do nosso Pai Celestial.
O Natal é também um modo de recordar que Cristo é a última esperança para o nosso mundo desnorteado. A mensagem dos anjos quando o Salvador nasceu: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lucas 2:14), pode guiar a nossa época para o seu sonho remoto de um mundo de paz. Devemos admitir que temos assistido a poucos resultados no esforço humano para alcançar a fraternidade mundial e uma paz duradoura. O fato será uma evidência da inaptidão da mensagem cristã, ou será antes um mudo testemunho de que a espécie humana tem falhado em compreender o verdadeiro significado dessa mensagem e aceitar as condições impostas por Cristo para construção de um mundo melhor? Estamos a observar presentemente o colapso das filosofias humanistas e materialistas e dos processos sociológicos que não tem fundamentos morais e espirituais. Simão Pedro deu a resposta na sua réplica histórica a Jesus, em João 6:68, tão atual para o seu tempo como para o nosso: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna”.

- Dr. Charles H. Strickland –