
"...Estou a fazer uma grande obra, de modo que não poderei descer; por que cessaria esta obra, enquanto eu a deixasse e fosse ter convosco?" Neemias 6:3
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Ele é o nosso Emanuel

Logo depois do 5 de Outubro em que celebramos o centenário, o Natal 2008 tomou dianteira nas nossas prioridades enquanto Igreja.
Nos cultos, nas pregações, desafios com os jovens, escola dominical e juniores, e assim nas novas igrejas de Lém-Ferreira, Achada Grande Trás, Achada Mato, S. Martinho Pequeno e Achada de S. Filipe, o espírito de Natal é sentido e compartilhado.
Tivemos dias de excesso de trabalhos e momentos difíceis de ministrar, que só a graça de Deus e SEU grande amor tornaram possível ultrapassar.
Dou graças a Deus porque no momento em que escrevo estas linhas reconheço ser Ele o nosso Emanuel, que nos assistiu na celebração do Natal dos pequeninos, na véspera (24) com “ Ele é a Luz do Mundo”, na distribuição de dezenas de cabazes, na confraternização com os reclusos da cadeia central ou na comunidade terapêutica de granja em S. Filipe. Mas, ainda há mais! Ver dezenas de cartões e mensagens alusivas à Quadra de muitas paragens, avançarmos rapidamente para uma oferta histórica a favor do evangelismo nacional ou a árvore de Natal apinhada de prendas…
Devo uma palavra a todos os familiares, colegas de ministério, amigos, irmãos no estrangeiro, governantes e o simples cidadão que faz questão do “bom dia senhor pastor”, cada manhã que chego ao escritório.
Natal nas visitas pastorais e encontros com estudantes em férias, no novo visual da igreja e na cidade com sua azáfama interessante.
Espero ansiosamente o culto de vigília, com a ceia, queima de votos, o abraço com votos de Feliz Ano Novo e a festa social em preparação.
Quero a todos desejar uma Quadra repleta de alegrias e um ano 2009 cheio de realizações para Sua Honra e Glória.
- Pastor Adérito Silves Ferreira –
Nos cultos, nas pregações, desafios com os jovens, escola dominical e juniores, e assim nas novas igrejas de Lém-Ferreira, Achada Grande Trás, Achada Mato, S. Martinho Pequeno e Achada de S. Filipe, o espírito de Natal é sentido e compartilhado.
Tivemos dias de excesso de trabalhos e momentos difíceis de ministrar, que só a graça de Deus e SEU grande amor tornaram possível ultrapassar.
Dou graças a Deus porque no momento em que escrevo estas linhas reconheço ser Ele o nosso Emanuel, que nos assistiu na celebração do Natal dos pequeninos, na véspera (24) com “ Ele é a Luz do Mundo”, na distribuição de dezenas de cabazes, na confraternização com os reclusos da cadeia central ou na comunidade terapêutica de granja em S. Filipe. Mas, ainda há mais! Ver dezenas de cartões e mensagens alusivas à Quadra de muitas paragens, avançarmos rapidamente para uma oferta histórica a favor do evangelismo nacional ou a árvore de Natal apinhada de prendas…
Devo uma palavra a todos os familiares, colegas de ministério, amigos, irmãos no estrangeiro, governantes e o simples cidadão que faz questão do “bom dia senhor pastor”, cada manhã que chego ao escritório.
Natal nas visitas pastorais e encontros com estudantes em férias, no novo visual da igreja e na cidade com sua azáfama interessante.
Espero ansiosamente o culto de vigília, com a ceia, queima de votos, o abraço com votos de Feliz Ano Novo e a festa social em preparação.
Quero a todos desejar uma Quadra repleta de alegrias e um ano 2009 cheio de realizações para Sua Honra e Glória.
- Pastor Adérito Silves Ferreira –
A HORA DE DEUS

Certa vez perguntou Napoleão a um oficial às ordens: “Que horas são?”
O homem respondeu-lhe: “Às que Vossa Majestade ordenar”.
Mais tarde, Napoleão e todos os que o bajulavam aprenderam que as conquistas e vitórias do homem de mais êxito são relativas. Há terrenos sagrados onde pára a nossa influência. Não podemos alterar as horas do relógio da eternidade. Elas pertencem a Deus – e só a Ele.
O regresso de Cristo à terra é uma realidade inevitável do relógio de Deus.
Para muitos será um acontecimento festivo, esperado com impaciência. Eles anseiam ver a Cristo.
Para alguns, a passagem pela Terra tem sido mais fácil e agradável. Gozaram o benefício do nascimento em certas famílias e latitudes; desfrutam de boa saúde; têm amigos; possuem conforto. Como dizemos, “a vida lhes corre bem”.
Mas há um outro grupo para quem o sol não brilha tanto. Fechados em prisões, confinados a leitos ou asilos, esquecidos e sub-alimentados, criticados, perseguidos – sonham com um dia e um mundo melhores. Se estas pessoas são crentes, terão murmurado tantas vezes a oração do Apocalipse: “Ora vem, Senhor Jesus”. Para os que negam a Sua vinda, ela será também realidade. A Escritura diz que o regresso de Jesus produzirá a maior confusão de toda história, uma hora de surpresa e remorso. Aterrorizados, homens quererão fugir da realidade pelas portas da morte; mas esta que tem sido tão voraz, fugirá de todos.
Para os que crêem nessa vinda, ela será gloriosa, o fim da tribulação da criatura humana.
Falamos por vezes do fato como se estivesse tão recuados no tempo que em nada nos interessasse, pois só dirá respeito a gerações futuras. Pois, aqui está a surpresa. A hora de Deus é secreta e pode estar mais perto do que pensamos.
As Escrituras falam de sinais dos tempos: guerras, pestes, fomes, apostasia, conflitos nos ares, terremotos.
O falso alarme de alguns tem trazido um certo descrédito ao aviso. Mas excentricidades dos marcadores de datas não devem impedir a nossa vigilância aturada. Cristo vem.
- Dr. Jorge de Barros –
O homem respondeu-lhe: “Às que Vossa Majestade ordenar”.
Mais tarde, Napoleão e todos os que o bajulavam aprenderam que as conquistas e vitórias do homem de mais êxito são relativas. Há terrenos sagrados onde pára a nossa influência. Não podemos alterar as horas do relógio da eternidade. Elas pertencem a Deus – e só a Ele.
O regresso de Cristo à terra é uma realidade inevitável do relógio de Deus.
Para muitos será um acontecimento festivo, esperado com impaciência. Eles anseiam ver a Cristo.
Para alguns, a passagem pela Terra tem sido mais fácil e agradável. Gozaram o benefício do nascimento em certas famílias e latitudes; desfrutam de boa saúde; têm amigos; possuem conforto. Como dizemos, “a vida lhes corre bem”.
Mas há um outro grupo para quem o sol não brilha tanto. Fechados em prisões, confinados a leitos ou asilos, esquecidos e sub-alimentados, criticados, perseguidos – sonham com um dia e um mundo melhores. Se estas pessoas são crentes, terão murmurado tantas vezes a oração do Apocalipse: “Ora vem, Senhor Jesus”. Para os que negam a Sua vinda, ela será também realidade. A Escritura diz que o regresso de Jesus produzirá a maior confusão de toda história, uma hora de surpresa e remorso. Aterrorizados, homens quererão fugir da realidade pelas portas da morte; mas esta que tem sido tão voraz, fugirá de todos.
Para os que crêem nessa vinda, ela será gloriosa, o fim da tribulação da criatura humana.
Falamos por vezes do fato como se estivesse tão recuados no tempo que em nada nos interessasse, pois só dirá respeito a gerações futuras. Pois, aqui está a surpresa. A hora de Deus é secreta e pode estar mais perto do que pensamos.
As Escrituras falam de sinais dos tempos: guerras, pestes, fomes, apostasia, conflitos nos ares, terremotos.
O falso alarme de alguns tem trazido um certo descrédito ao aviso. Mas excentricidades dos marcadores de datas não devem impedir a nossa vigilância aturada. Cristo vem.
- Dr. Jorge de Barros –
Natal

Chegou mais um Natal. Movimento pelas ruas, compras, prendas para amigos e queridos, projetos de uma ceia melhorada... Cartões de boas-festas cruzando os ares e os oceanos, mensageiros da nossa lembrança a amigos distantes...
Para muitos, isto é tudo, é o Natal. Em se apagando as velas ou as luzes multicores das ruas enfeitadas – tudo cai na penumbra do costume. E o tédio vai, de novo, dominar os corações, apagando a última réstia do esplendor fugaz das festas que já fazem parte de um passado...
Mas “levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz”, pois “o povo que andava em trevas viu uma grande luz!”.
Para o crente, cada Natal é um atiçar a chama da Luz que, um dia, brilhou em seu coração. Essa Luz é Jesus, que resplandeceu há vinte séculos sob a forma de uma brilhante estrela e guiou sábios à verdadeira Fonte de Sabedoria.
Para o crente, cada Natal é, ainda, uma oportunidade esplêndida de empunhar o facho da “grande luz” para levar as “Novas de grande alegria para todo o povo”.
A mensagem que, séculos atrás, os anjos proclamaram sobre as Campinas de Belém, será a sua mensagem ao povo que “anda em trevas”- seja ele um amigo, um superior, um colega, o vizinho ou o familiar mais chegado: “... vos nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor!”.
E que farei para pagar...?
Oh! Jamais poderia pagar tal Dádiva de Amor divino!
Então, que farei para demonstrar toda a minha profunda e eterna gratidão pelo amor de Deus por mim? Darei sobejos, restos de que já não preciso? Jesus terá o último lugar na minha lista de prendas?
Deus deu o Seu Filho Unigênito – por amor, a mim e a ti.
Jesus deixou a Sua Glória e deu-Se na Pessoa de um Bebê – para a minha e a tua salvação.
Dá, pois, uma oferta sacrifical a Jesus, no Seu Natal.
Dá mais do que julgas poder ou projetavas dar.
Não dês apenas com a mente e as mãos – mas com todo o coração.
Não contes o número de notas ou moedas que podes dispensar – mas o montante do amor que queres ofertar ao teu Salvador e Senhor!
E haverá alegria no céu porque voltou a achar-se Amor neste Natal. Virá do teu coração, quando deres a tua contribuição para a Salvação de almas, através da tua oferta de Natal.
Para muitos, isto é tudo, é o Natal. Em se apagando as velas ou as luzes multicores das ruas enfeitadas – tudo cai na penumbra do costume. E o tédio vai, de novo, dominar os corações, apagando a última réstia do esplendor fugaz das festas que já fazem parte de um passado...
Mas “levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz”, pois “o povo que andava em trevas viu uma grande luz!”.
Para o crente, cada Natal é um atiçar a chama da Luz que, um dia, brilhou em seu coração. Essa Luz é Jesus, que resplandeceu há vinte séculos sob a forma de uma brilhante estrela e guiou sábios à verdadeira Fonte de Sabedoria.
Para o crente, cada Natal é, ainda, uma oportunidade esplêndida de empunhar o facho da “grande luz” para levar as “Novas de grande alegria para todo o povo”.
A mensagem que, séculos atrás, os anjos proclamaram sobre as Campinas de Belém, será a sua mensagem ao povo que “anda em trevas”- seja ele um amigo, um superior, um colega, o vizinho ou o familiar mais chegado: “... vos nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor!”.
E que farei para pagar...?
Oh! Jamais poderia pagar tal Dádiva de Amor divino!
Então, que farei para demonstrar toda a minha profunda e eterna gratidão pelo amor de Deus por mim? Darei sobejos, restos de que já não preciso? Jesus terá o último lugar na minha lista de prendas?
Deus deu o Seu Filho Unigênito – por amor, a mim e a ti.
Jesus deixou a Sua Glória e deu-Se na Pessoa de um Bebê – para a minha e a tua salvação.
Dá, pois, uma oferta sacrifical a Jesus, no Seu Natal.
Dá mais do que julgas poder ou projetavas dar.
Não dês apenas com a mente e as mãos – mas com todo o coração.
Não contes o número de notas ou moedas que podes dispensar – mas o montante do amor que queres ofertar ao teu Salvador e Senhor!
E haverá alegria no céu porque voltou a achar-se Amor neste Natal. Virá do teu coração, quando deres a tua contribuição para a Salvação de almas, através da tua oferta de Natal.
- Maria Manuela Barros -
O que Significa o Natal

O Natal tem uma variedade de significados conforme as adaptações que tem sofrido. Para o mundo de negócios, é um incremento financeiro. Para muitos vendedores e empregados comerciais, é uma experiência exaustiva e sem graça. Para os da alta roda, é uma espetacular reunião social. Para muitos outros, um tempo de férias e festas. Aeroportos movimentados, auto-estradas congestionadas, lojas apinhadas e pessoas exaustas tornaram-se os símbolos do Natal.
Para o cristão, contudo, o Natal é a comemoração do nascimento do nosso Salvador – rico em herança e tradição, em louvor e adoração. São os cânticos natalícios, as representações, a música, os serviços tradicionais da igreja. São saudações coloridas mandadas e recebidas de longe. É a reunião dos queridos, a troca de prendas e a exuberância das crianças à volta da árvore de Natal. Mas, além de tudo, o Natal é adoração e louvor a Deus pela Sua maior dádiva ao nosso mundo – Cristo.
O Natal nos recorda que somos amados. João 3:16 declara que: “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito”. A quadra do Natal, com o seu entusiasmo e amizade e as estreitas relações familiares, traz-nos a bela mensagem de que não estamos sós e esquecidos. Saudações calorosas relembram-nos velhas e duradouras amizades ou são simples símbolos que nos lembram um amor maior e o cuidado do nosso Pai Celestial.
O Natal é também um modo de recordar que Cristo é a última esperança para o nosso mundo desnorteado. A mensagem dos anjos quando o Salvador nasceu: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lucas 2:14), pode guiar a nossa época para o seu sonho remoto de um mundo de paz. Devemos admitir que temos assistido a poucos resultados no esforço humano para alcançar a fraternidade mundial e uma paz duradoura. O fato será uma evidência da inaptidão da mensagem cristã, ou será antes um mudo testemunho de que a espécie humana tem falhado em compreender o verdadeiro significado dessa mensagem e aceitar as condições impostas por Cristo para construção de um mundo melhor? Estamos a observar presentemente o colapso das filosofias humanistas e materialistas e dos processos sociológicos que não tem fundamentos morais e espirituais. Simão Pedro deu a resposta na sua réplica histórica a Jesus, em João 6:68, tão atual para o seu tempo como para o nosso: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna”.
- Dr. Charles H. Strickland –
Para o cristão, contudo, o Natal é a comemoração do nascimento do nosso Salvador – rico em herança e tradição, em louvor e adoração. São os cânticos natalícios, as representações, a música, os serviços tradicionais da igreja. São saudações coloridas mandadas e recebidas de longe. É a reunião dos queridos, a troca de prendas e a exuberância das crianças à volta da árvore de Natal. Mas, além de tudo, o Natal é adoração e louvor a Deus pela Sua maior dádiva ao nosso mundo – Cristo.
O Natal nos recorda que somos amados. João 3:16 declara que: “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito”. A quadra do Natal, com o seu entusiasmo e amizade e as estreitas relações familiares, traz-nos a bela mensagem de que não estamos sós e esquecidos. Saudações calorosas relembram-nos velhas e duradouras amizades ou são simples símbolos que nos lembram um amor maior e o cuidado do nosso Pai Celestial.
O Natal é também um modo de recordar que Cristo é a última esperança para o nosso mundo desnorteado. A mensagem dos anjos quando o Salvador nasceu: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lucas 2:14), pode guiar a nossa época para o seu sonho remoto de um mundo de paz. Devemos admitir que temos assistido a poucos resultados no esforço humano para alcançar a fraternidade mundial e uma paz duradoura. O fato será uma evidência da inaptidão da mensagem cristã, ou será antes um mudo testemunho de que a espécie humana tem falhado em compreender o verdadeiro significado dessa mensagem e aceitar as condições impostas por Cristo para construção de um mundo melhor? Estamos a observar presentemente o colapso das filosofias humanistas e materialistas e dos processos sociológicos que não tem fundamentos morais e espirituais. Simão Pedro deu a resposta na sua réplica histórica a Jesus, em João 6:68, tão atual para o seu tempo como para o nosso: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna”.
- Dr. Charles H. Strickland –
sábado, 29 de novembro de 2008
Acção de Graças
Sou grato a Deus por tudo! Pelo milagre da salvação, santificação e chamada. Pela Edlyze e Eliane, bençãos de Deus. Pelo país e pela cidade. Por amigos e conhecidos. Grato pelas igrejas por onde temos passado e por esta desafiadora da Praia. Por colegas nas ilhas e na diáspora que facilitam. Realmente tenho motivos de Gratidão!Ester, completou ontem mais um ano de vida. Continua jovem, mãe cuidadosa, esposa exemplar, pastora com nível, conselheira e amiga das coisas de Deus!
Nesses últimos dias tive outra vez a ocasião de estar com os meus em Bóston. Estão bem e graças a Deus com bem testemunho!
Sou grato a Deus pelo Delfim e Sandra que são exemplos no servir aos outros. A Sozinha e Juancho pela generosidade sem medida. A Nela e Brandão pelos gestos silenciosos que têm e que marcam sempre. Grato pelo Luís e Mazé que são nossos.
Os muitos sobrinhos são bênçãos de Deus e tudo querem fazer para alegrar o coração do tio que querem bem.
Viajar há dias com mámá de Bóston a Praia deu-me prazer imenso. Ser recebido pelo Dany e saber que Edith e meninos são fiéis a Jesus alegra-me. Ver Luísa e Daniel sempre amigos com as sobrinhas lindas faz-me outra vez grato.
Ter mana Lena e irmão Zeca com famílias encantadoras motiva-me.
Mas, quero compartilhar convosco duas mensagens que recebemos neste mês de Novembro em que somos chamados a GRATIDÃO!
“Adérito, eu não posso dizer o quanto significou para nossa família que tivesse vindo de Cabo Verde para falar no funeral de nossa mãe. Foi muito bom ver-te chegar! Dá um grande abraço a todos os nossos amigos em Cabo Verde”.
“ Adérito e Ester, não sei se podem ainda lembrar de mim! Quero vos dizer que o vosso amor, alegria e interesse por mim na Boa Vista, agora deu frutos! Sou vossa irmã em Cristo, membro da igreja em Lisboa e presidindo MNI. A minha decisão tem muito a ver com vosso testemunho. Vocês plantaram a semente no meu coração . Obrigada pelo exemplo que me deram e perdoem-me por tudo. Nunca deixei de pensar em vocês. Sois para mim uma bênção e referência”.
“Que darei eu ao Senhor por todos os Seus benefícios? Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. Pagarei os meus votos ao Senhor, agora, na presença de todo o seu povo”.
- Feliz Dia de Acção de Graças! -
- Adérito Silves Ferreira -
Tempo de Loucura
Numa das minhas viagens pelo interior da ilha, um homem de média idade, com traças visíveis de uma vida dorida e de luta entrou na sala onde eu estava atendendo um grupo de pacientes que o jovem médico tinha previamente triado.Depois de o ter nominalmente identificado, constatei que o nome dele não figurava na lista que me tinha sido fornecida. Concluí que se tratava de um individuo de um outro grupo, geralmente seguido no Serviço onde eu trabalhava e que, sempre que por lá aparecia, aproveitava para, entre coisas, renovar a receita ou ar uma pequena fala.
A minha pergunta confirmou-lhe que já não me recordava dele, embora, muito estranhamente, tinha uma vaga ideia daquela fisionomia, ao fim e ao cabo tão parecida com centenas, senão milhares de outras, que as dificuldades da vida foram moldando através do tempo. Só que a minha inquirição apesar do disfarçado esforço de simpatia, tirou-lhe todas as dúvidas.
Algo constrangido, mas com a simplicidade de camponês sorriu sem grande preocupação e disse-me pousadamente: “ Eis o homem que quis matar-se por causa de um dia de trabalho!”
Numa fracção de segundo, vi aquele homem trazido pela esposa, silencioso, cabisbaixo e que continuava sempre com a cabeça curvada entre as duas mãos. A companheira tinha dito que era trabalhador, batalhador até, pai de - já não me lembro bem – de uns seis ou sete filhos.
Conversa puxando conversa, lá fiquei sabendo que, sem razão nenhuma o marido tinha deixado de comer e dormir, mas naquele dia – sem se saber porquê – tinha pulado uma rocha. Soube também que conhecera o homem desde a mocidade já tinham uma vida comum de quase vinte anos sem que nunca tivesse reparado nada de estranho nele. Insistindo um pouco, ela pediu a minha compreensão e reconheceu que “ não a procurava nos últimos três meses”, sem ver nisso qualquer problema. Já um pouco mais solta, revelou que por vezes o considerava “ um pouco brejeiro”. Os contactos regulares foram estabelecidos e pouco a pouco o homem foi soltando as suas dores até que, já razoavelmente restabelecido, contou-me que decidira por termo á vida porque naquela quinzena – considerava – ter sido defraudado de um dia de trabalho. Foi a primeira vez que o ví sorrir. Ainda voltou mais vezes e, salvo o erro até a alta.
Quando soube na missa dominical que eu estaria no concelho decidiu, então, “perder um dia de trabalho só para uma mantenha”. Enfim, queria que eu me lembrasse do homem que quis matar-se por causa de um dia de trabalho. Entregou-me uma sacola, contendo alguns produtos da terra. Vendo o seu ar “brejeiro”, dei uma gargalhada à qual ele correspondeu ruidosamente. Tempo de Loucura!
-Dr. Daniel Silves Ferreira
- Psiquiatra -
Uma Viagem em Outubro
O Superintendente Araújo quis falar comigo com alguma urgência! Entendi ser assunto que reclamava minha presença no escritório distrital. Atravessei a rua e estava lá.Adérito, D. Glória Henck partiu para estar com o Senhor! Parei por instantes considerando que noticia era aquela!
Algumas boas recordações me vieram à mente e reconheci naquele instante e mais uma vez o riquíssimo ministério do Casal Henck, entre nós, nas ilhas de Cabo Verde.
A decisão estava tomada! Cabo Verde, isto é o distrito devia fazer-se representar nas cerimónias fúnebres de D. Glória. Farás, esta viagem por nós, concluiu o Super!
TACV seguira na véspera no voo directo para Bóston e desde logo viajar via Europa nos pareceu ser a hipótese de lá chegarmos a tempo.
A cerimónia na Alliance Church of the Nazarene em Ohio, estava marcada para as 11:30 AM, de sábado, 11/10/08, onde o Rev. José Delgado seria o pregador e nós no Locust Hill Cemetary, às 14:30 PM.
Saímos da Praia cerca das 13 horas de sexta 10, depois da oração do colega Rev. Araújo no aeroporto para o Sal, depois Lisboa onde passamos a noite e continuar de manhã muito cedo para Amsterdam e chegar a Bóston quase 00:00 horas.
Pastor Delfim como sempre lá estava e desta vez acompanhado da nossa filha Edlyze, com informações precisas de quem é organizado na forma de fazer as coisas. Temos de voltar ao Logan Airport para seguires para Detroit ás 5 da manhã e depois mais um voo para Acron/Canton no Ohio. Percebi que o dia seria longo! Porém, estava animado!
Chego ao pequeno aeroporto em Acron e saio o mais rapidamente possível e encontro um irmão á minha espera. Localizei-o pela folha de papel com este nome bonito: Adérito Ferreira! Rev. Roy pediu-me que viesse buscá-lo e dizer-lhe que a cerimónia só terá seu inicio quando irmão chegar! Meu coração ficou apertado e contive as primeiras lágrimas!
Andamos cerca de 80-100 milhas e estávamos nos aproximando do cemitério, quando o hino “Mais perto quero estar meu Deus de Tí”… bateu-me em cheio e desta vez chorei!!
Mal estacionamos o carro Sr. Roy se dirigiu a mim, com irmão Delgado ao lado e seguido pelos quatro filhos, o Kim, Rex, Kevin e Steven. Abraçou-me e em lágrimas me disse essas palavras que quero guardar para sempre: Adérito, diz ao David e todos os colegas e leigos em Cabo Verde, que estão com este gesto dando-me um grande apoio e a mensagem clara que eu e “GLO”, cumprimos a nossa chamada! E chorou demoradamente ao meu ombro! Os filhos um a um, a começar pelo Kim, agradeceram Cabo Verde e os cabo-verdianos! Vieram os familiares, pastor da igreja e irmãos, cada um á sua maneira, disseram como D. Glória passava o tempo falando de Cabo Verde e pedindo orações constantes!
Era momento de fazer a representação oficial que me levara a OHIO, dando a mensagem do Superintendente e Distrito de Cabo Verde! Rev. Delgado, colega que passei depois desta experiência a respeitar e amar mais, serviu de intérprete e sem saber era “meu ânimo”, naquela hora difícil. Deus foi-nos mais uma vez Fiel e o Espírito Santo se revelou! O tempo quase parou e a brisa suave daquele lugar que jamais esquecerei nos deram a dimensão do viver santo, para alcançarmos as bem-aventuranças eternas.
Todos choramos e cantamos outra vez: …mais perto quero estar”!!!!
Era tempo “de deixarmos D. Glória”! Sr. Roy, Sr. Delgado e eu nos aproximamos do caixão e ouvimos irmão Henck pronunciar estas fortes palavras: “Glo, Deus é testemunha de como te amei ao longo desses anos e tudo fiz para que fossemos felizes! Até um dia! E voltamos a chorar muito!
Ficamos mais um dia com Sr. Roy e família, participando no culto devocional de domingo, mas, tendo conversas e trocas de experiências (a três) Sr. Delgado e eu, cujo valor só eternidade revelará.
Era chegado um outro momento particularmente comovente. No aeroporto em Acron, Sr. Roy fez questão de vos ver embarcar! Oramos na despedida e abraçados choramos. Os pés se tornaram pesados e o anúncio do nosso voo ecoava!
Teria sido, pelo menos para mim, os dedos levantados em sinal de vitória da parte do irmão Roy, a facilitar nosso embarque.
Dentro da sala, eu e irmão Delgado um pouco mais confortados trocamos as primeiras palavras, início de um diálogo muito elevado.
Estava outra vez em Detroit a caminho de Bóston, Amsterdam, Lisboa e Praia.
Já em casa dei o relatório ao Superintendente com Eunice e Ester presentes, enquanto víamos algumas fotos. Choramos e oramos juntos.
Sim, amados foi acertada a decisão de estarmos com Sr. Roy e família, como foi bênção encontrar o irmão Delgado com eles.
Para mim o Casal Henck fez um excelente ministério nestas ilhas deixando marcas que permanecerão. Contudo, Sr. Roy pede desculpas a qualquer um por alguma circunstância ou situação ocorridas nos anos entre nós! E agradece Cabo Verde pelas bênçãos!
- Adérito Silves Ferreira -
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Muito Obrigado!
Mesmo que quisesse ocultar tal facto, minha família a começar pela Ester e Eliane, mais próximas, cantaram "só para mim", Feliz Aniversário.
Minha primogénita de Boston, também me saudou com amizade, lembrando que 48 anos tinham chegado!
Meus irmãos de sangue e espiritual ao longo do dia enviaram saudações com votos de forças, saúde, muitos mais anos de vida e bênçãos do Altíssimo. Sou muito grato a todos!
Possa o Senhor conceder-me saúde, paz, sabedoria, bom senso, amor e oportunidade de servi-Lo, na companhia de todos que me são muito queridos.
Um bem-haja!
29/09/1960 - 29/09/2008
Sempre,
Adérito Silves Ferreira
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Mais Graça!
Desde os meus dias de aluno da Escola Dominical, tenho ouvido dezenas de lições e pregações acerca do Bom Samaritano!Professores e pregadores excelentes têm interpretado com clareza a parábola, mas, nesses dias a dimensão Graça, na passagem me tem acompanhado.
O ano eclesiástico 08/09 é o ano da visitação, do discipulado, da abertura de novas igrejas e Celebração do Centenário da Igreja Internacional.
Como conseguir esses alvos sem a Graça de Deus?
S. Paulo escrevendo aos Romanos em 10:17 diz: “ de sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”. Para que isso realmente ocorra a igreja do agora tem de sair do comodismo e começar a valorizar a pessoa, não somente o irmão convertido, mas, aquela pessoa que está sem rumo e sem Deus.
Como mudar essa situação? Temos que analisar a nossa capacidade de comprometimento. O Samaritano não agiu como o sacerdote e o levita, pois o que os impediu de fazer alguma coisa era a lei que proibia tocar em um morto, e o pobre coitado que jazia no chão aparentava estar morto. O Samaritano não tinha o obstáculo da lei, por isso foi, verificou se estava vivo ou morto, constatou que o pobre coitado estava vivo e … FEZ O QUE ESTAVA AO SEU ALCANCE!
Temos de correr este tipo de risco, se desejamos ser ministradores da Sua Graça.
Estudar e dominar os conceitos teóricos da Graça têm seu valor. Ensinar a Graça nos é imposta! Porém, viver a Graça é do convertido e santificado!
Juntos, este ano eclesiástico precisamos de “Mais Graça” e ganhar almas para Cristo, compartilhando Sua Maravilhosa Graça! O mais e o resto é palavreado barato que o nosso mundo está cheio!
"A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam vós todos". Amém!
- Pastor Adérito Silves Ferreira –
Assinar:
Postagens (Atom)